SAÚDE DA MULHER

Frigidez (falta de desejo sexual)

O que é?

 

Vários conceitos tentam esclarecer o que é a frigidez, algo como não gostar de sexo, não ter nenhum interesse pelo sexo ou ter pouco interesse pelo sexo.

 

Atualmente, a “frigidez” é denominada como disfunção sexual feminina, ou alteração da função sexual, principalmente do desejo sexual, que ocorre, na maioria das vezes, devido à existência de bloqueios total ou parcial da resposta psicofisiológica.

 

A resposta sexual feminina caracteriza-se pela presença de um trinômio: desejo, excitação e orgasmo. O bloqueio ao qual nos referimos, pode estar inserido em qualquer uma destas fases.

 

Quando se dá na fase do desejo, estamos diante de uma disfunção que chamamos de inapetência sexual, podendo ser conhecida como distúrbio da pulsão sexual ou distúrbio da libido.

 

A alteração desta fase parece ser a mais importante, pois é ela o início de toda a resposta sexual feminina. Já quando o bloqueio ocorre na fase de excitação, a disfunção está representada pela alteração na lubrificação vaginal. Se o bloqueio é na fase orgástica, ela é considerada como anorgasmia feminina.

 

Estatisticamente torna-se difícil precisar o percentual exato de mulheres acometidas pelo problema, mas sabe-se que tal dificuldade advém dos inúmeros aspectos culturais, que ainda constituem uma série de preconceitos considerados fortes e que terminam por dificultar a confiabilidade das incidências apresentadas, ou seja, muitas mulheres, simplesmente, não comentam o assunto, nem com os seus ginecologistas.

 

Na rotina de um consultório ginecológico, constitui uma queixa muito frequente, disputando com os corrimentos vaginais, entre os principais motivos de procura de auxílio médico.

 

Causas

 

As causas das disfunções sexuais podem ser classificadas em orgânicas e psicológicas, porém é muito difícil caracterizar qual disfunção está sendo determinada por fatores físicos ou por fatores psicológicos.

 

É importante, no entanto, salientar que nas dispareunias (dor nas relações sexuais) há um componente orgânico importante, assim como nos casos de vaginismo (dor na relação sexual por contratura involuntária da musculatura perineal) e de anorgasmia (ausência de orgasmo), na qual o comprometimento na maioria das vezes é psicológico.

 

Ainda sobre as causas psicológicas, é preciso ressaltar as questões sócio culturais (educação sexual castradora), fatores religiosos, tabus e crendices.

 

Sobre as causas comportamentais, destacam-se as vivências sexuais destrutivas, violências sexuais, medo de engravidar, experiências de partos traumáticos ou problemas de relacionamento (diálogo limitado com o parceiro). Estas inadequações, além de criarem um ambiente sexual destrutivo, com freqüência pioram a comunicação do casal.

 

Para o perfeito diagnóstico e tratamento, é muito importante diferenciar as fases da resposta sexual, e relacioná-las à ocorrência do problema, visando uma correta orientação e instituição terapêutica.

 

Por exemplo, uma mulher, durante o período da menopausa, pode estar com o desejo sexual perfeito (apetência sexual), porém, neste período, a fase de lubrificação (excitação) geralmente vai estar prejudicada devido à queda dos hormônios. Isto concorrerá para tornar as relações sexuais pouco atrativas e, conseqüentemente, reduzirá o ritmo dos parceiros.

 

Inapetência Sexual

 

Também conhecida como “frigidez feminina”, alguns sexologistas acham que o problema é sinônimo de falta de orgasmo (anorgasmia), outros acham que significa falta de excitação sexual e um terceiro grupo entende que é a falta de todos os fenômenos da resposta sexual achando que “frigidez” pode ser definida como a falta de desejo, de excitação e de orgasmo.

 

Esta ausência de uniformidade terminológica contraindica o uso da expressão “frigidez” na sexologia clínica moderna. É evidente que a apetência sexual varia de acordo com o grupo estudado e com o momento de vida na sociedade. Alguns fatores influenciam diretamente neste contexto. Entre eles, é preciso destacar problemas econômicos, afetivos, culturais entre outros.

 

Assim, numa sociedade que explora o corpo da mulher e do homem como atrativos para venda de produtos de grandes empresas, numa sociedade que nos consome a todo o momento com novos mecanismos erotizados, sobra pouquíssimo espaço para que surjam as fantasias sexuais próprias do indivíduo.

 

Assim sendo, a inapetência pode ser caracterizada, como primária, secundária ou adquirida.

 

Na inapetência primária consideramos aqueles indivíduos que nunca tiveram desejo sexual, comumente conhecido como assexuados. “Não gostar de sexo constitui o modo de ser do indivíduo”.

 

Já na inapetência secundária ou adquirida, a mulher tinha um desejo sexual constante, e de uma forma brusca ou lenta, este desejo deixou de existir. Normalmente isto pode acontecer após acontecimentos traumáticos, como as frustrações, decepções afetivas, e outras situações que causam angústia e tristeza, uso de drogas, como a cocaína, por exemplo, que apesar de ter um efeito excitante no sistema nervoso central, parece ter um efeito negativo no desejo sexual por lesar células nervosas condutoras de estímulos reflexos.

 

Os especialistas comentam ainda que é interessante como a inapetência sexual é encarada em alguns grupos sociais. Algumas mulheres, por exemplo, reagem de diversas maneiras: umas, aceitam o fato passivamente, emprestando o corpo para a satisfação do parceiro, já outras, de uma maneira geral, evitam o ato sexual, criando uma série de desculpas como costumamos conhecer (exemplo clássico disto, é a famosa “dor de cabeça”, porém, algumas chegam a ponto de criarem doenças psicossomáticas para justificarem o desânimo sexual).

 

História e Orientação

 

Há mais ou menos 1.500 anos foi escrito um livro – “Kama Sutra” – com uma lista de receitas para melhorar o apetite sexual. Hoje se propõe afrodisíacos mágicos contendo a fórmula do interesse sexual contínuo, porém, todos os métodos que aparecerem de forma milagrosa para o tratamento das inadequações sexuais, tal como uma receita de bolo, estão fadados ao fracasso, uma vez que só terá algum sucesso a terapêutica voltada para aquele casal, ou para aquela mulher especificamente estudada, comenta o médico

 

O ideal seria a orientação de um especialista, pois, o emudecimento sexual das pessoas torna a terapia difícil e duvidosa. O Importante é avaliar quais áreas estão comprometidas no relacionamento, área da emoção, da cognição, da comunicação.

 

Para que se obtenha uma boa resposta terapêutica, devemos seguir alguns tópicos importantes, como o esclarecimento, a abertura de diálogo, extinção de tabus e crendices, relaxamento e, às vezes, até o uso de ansiolíticos (calmantes) para os casos de grande ansiedade.

 

No que diz respeito às disfunções sexuais, resta ressaltar a maturidade da mulher, ou do casal, em encarar esta alteração, como sendo um fato situacional, sem encará-lo como um problema.

 

Uma conversa aberta, falando dos medos, das inseguranças, das frustrações, e o querer estar sempre com o outro, ajudando em seus conflitos pessoais, são muito importantes para uma vida feliz e plena, do casal.

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