SAÚDE DA MULHER

Cisto de ovário

O que é?

 

Os cistos ovarianos são sacos preenchidos por líquido ou material semi-sólido que se desenvolvem nos ovários das mulheres.

 

Como se forma?

 

O cisto são formados a partir de erros cometidos pelos ovários no processo de ovulação. A ovulação é um evento ovariano que ocorre todos os meses através da formação e da rotura de um pequeno cisto chamado folículo.

 

Se imaginarmos que este processo se repete cerca de 400 vezes ao longo da vida de uma mulher, e que os mecanismos hormonais que o regulam são extremamente sensíveis, entenderemos que a natureza está sujeita a falhas e consequente formação dos cistos ovarianos.

 

Tipos de cistos de ovário

 

Cisto folicular e de corpo lúteo: O cisto folicular é o cisto que se forma quando o folículo que libera o óvulo aumenta e se enche de fluido. O cisto de corpo lúteo é uma massa de tecido amarelado que se forma a partir do folículo, após a ovulação. Estes dois tipos de cistos aparecem e desaparecem a cada mês e fazem parte do funcionamento normal dos ovários (portanto não necessitam de tratamento e comumente aparecem nos exames de ultrassonografias).

 

Cisto simples: O cisto simples é o cisto folicular que não se rompeu na ovulação e não teve a consequente liberação do óvulo. É o tipo de cisto mais comum. Sua formação está relacionada a variações do funcionamento normal do ovário. Eles se formam, pôr exemplo, quando um óvulo, durante a ovulação, não consegue se desprender do ovário de uma forma correta. Podem perdurar por 4 a 6 semanas e depois regredirem espontaneamente. Raramente secretam hormônios.

 

Cistos anormais, ou cistos neoplásicos: Estes cistos são decorrentes do crescimento de células e são benignos na maioria das vezes. Em casos raros, podem ser cancerosos. Os cistos anormais requerem tratamento médico. Dentre os principais cistos anormais podemos citar os cistadenomas, os cistos dermóides, os endometriomas e os cistadenocarcinomas.

 

Cistadenomas (seroso e mucinoso)

 

É um tipo de tumor benigno que se desenvolve a partir de células que recobrem o ovário. Pode ser preenchido por conteúdo seroso ou mucoso e atingir vários centímetros de diâmetro.

 

Cisto dermóide

 

 são cistos preenchidos por vários tipos de tecidos do organismo, como células de gordura, cabelos, dentes, pedaços de osso e cartilagem. Podem ocorrer em qualquer idade e, eventualmente, tornar-se maligno.

 

Endometrioma

 

São também conhecidos como “cistos de chocolate”. Aparecem quando o endométrio (camada interna do útero) adere ao ovário.


Cistadenocarcinomas (seroso e mucinoso)

 

São tumores malignos que também se desenvolvem a partir das células que recobrem os ovários. Muitas vezes apresentam áreas sólidas em seu interior.

 

Fatores de risco

 

As mulheres com maior chance de terem cisto de ovário são aquelas com idade entre 20 e 35 anos, obesas e portadoras de problemas na tireóide. Geralmente os cistos ovarianos não produzem sintomas e são encontrados durante exames físicos de rotina feitos pelo médico. Outras vezes são vistos por acaso em ultrassonografias realizadas por outros motivos.

 

Principais sintomas

 

  • Menstruação atrasada, irregular ou dolorosa

  • Sensação de peso ou desconforto no baixo ventre

  • Sensação de preenchimento ou inchaço do abdome

  • Dor fina constante em um ou em ambos os lados da pelve

  • Dor durante ou após a relação sexual

  • Dor ou pressão ao urinar ou ao evacuar

  • Infertilidade

 

Diagnóstico

 

O meio mais comum para diagnosticar o cisto de ovário é através do exame ginecológico anual. O médico pode perceber, ao toque vaginal, um aumento de um ou ambos os ovários e solicitar exames complementares para uma melhor avaliação.

 

Dentre os exames, a ultrassonografia transvaginal, é um dos principais meios para avaliar as características dos cistos de ovário. Permite avaliar o seu tamanho, contorno, superfície, espessura da parede e se existem áreas sólidas no seu interior, o que ajuda a determinar o tipo de cisto. Entretanto, não define com certeza se o cisto é benigno ou maligno.

 

Outro exame, a laparoscopia, que permite visualizar diretamente o cisto através de pequenas incisões no abdome e, se necessário, realizar a sua retirada. A vantagem dela sobre a cirurgia convencional é o menor tempo de recuperação e internação, além de deixar uma pequena cicatriz.

 

Apesar de todos estes exames ajudarem na avaliação dos cistos ovarianos, o diagnóstico definitivo só pode ser feito através do exame histopatológico (através do microscópio, pelo médico patologista), após sua retirada.

 

Tratamento

 

Na maioria das vezes, quando se tem quase certeza que o cisto é funcional, isto é, pequeno e sem áreas sólidas no seu interior, a mulher pode ficar em observação durante três a seis meses. Em alguns casos, é indicado o uso de anticoncepcional oral que, por impedir a ovulação, não permite que novos cistos funcionais sejam formados.

 

Quando o cisto persistir, aumentar ou provocar dores fortes, o tratamento cirúrgico poderá ser utilizado.

 

Existem algumas situações em que, independente das características do cisto, é necessária uma conduta mais agressiva, com a retirada do cisto. Nestes casos, a possibilidade destes cistos serem funcionais é mínima:

 

  • Cisto com áreas sólidas no seu interior (ex.: vegetações)

  • Crescimento anormal do cisto

  • Cisto ovariano em crianças e adolescentes que não menstruaram ainda

  • Cisto ovariano em mulheres na pós-menopausa

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