Clinica Jardim
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Corrimentos Vaginais

                                 

O QUE É?

 

Também chamado de vaginite ou vulvovaginite. São as alterações caracterizadas por um fluxo vaginal anormal, geralmente com volume aumentado, podendo ter ou não cheiro desagradável, irritação, coceira ou ardência na vagina ou na vulva e vontade de urinar freqüentemente. É um dos problemas ginecológicos mais comuns e uma das causas mais freqüentes de consulta ao ginecologista.

 

COMO SE DESENVOLVE?

 

Na idade reprodutiva, é normal haver a produção de certa quantidade de corrimento pela vagina. Ele é constituído a partir do acúmulo de secreção produzida pelas trompas, pelas glândulas endometriais (existentes na cavidade uterina), pelas glândulas cervicais (existentes no colo uterino) e pelas glândulas de Bartholin (existentes na vagina), além das células vaginais descamadas e das bactérias naturalmente presentes na flora vaginal.

 

Nessa fase, a vagina normalmente é bastante resistente às infecções, pois seu epitélio além de ser espesso e resistente, possui uma forte acidez que inibe o crescimento excessivo dos germes causadores das infecções.

 

Deste modo, qualquer situação que favoreça o aumento do pH vaginal, anulando a acidez protetora, ou o aumento da população de bactérias, poderá predispor o surgimento dos mais diversos tipos de infecções vaginais

 

Na infância são comuns as vulvovaginites inespecíficas causadas pela maneira incorreta de realizar a higiene após as evacuações e também pela imaturidade hormonal própria da idade, a qual acaba não fornecendo uma quantidade adequada de estrogênios, proporcionando um epitélio vaginal mais fino, sensível e menos ácido que o da mulher adulta. Um outro tipo de corrimento também encontrado nesta faixa de idade, é o causado por quadros alérgicos ao sabonete ou ao tecido das calcinhas.

 

Na menopausa, também em função do decréscimo natural da produção de estrogênios, inicia-se um processo de modificação do epitélio vaginal chamado atrofia, o que, à semelhança do que ocorre na infância, acaba deixando o revestimento vaginal bastante fino, delicado, de cor pálida e reduzindo a acidez protetora a níveis mínimos, tornando-o suscetível às agressões externas e infecções.

 

Alguns produtos químicos encontrados em sabonetes, absorventes e substâncias perfumadas também podem causar irritação e desconforto importante, neste caso, em qualquer faixa etária, o que pode quebrar o equilíbrio vaginal e, mais uma vez, predispor às infecções.

 

QUAIS OS SINTOMAS?

 

Entre os corrimentos vaginais existem três que são encontrados mais comumente: os provocados pelos fungos, entre eles se destaca a Candida albicans, que produz uma vulvovaginite muito irritadiça com fortes coceiras, dor para urinar e um corrimento branco como "nata de leite". Um outro corrimento é o produzido pela Gardnerella vaginalis, um microorganismo que possui um órgão locomotor, o flagelo, causador de uma secreção de odor muito forte, porém em pequena quantidade e, por fim, temos o Trichomonas vaginalis, agente causador de um corrimento sem coceira e sem odor forte, no entanto eliminado em grande quantidade.

                            


COMO SE TRATA?

 

Ao surgimento de um corrimento não cabe à paciente fazer o próprio tratamento pois, além de poder fazer a escolha incorreta da medicação, pode produzir um tipo de complicação chamado “resistência”, selecionando um agente agressor mais forte e fazendo com que um tratamento posterior torne-se muito mais difícil de obter êxito.

Juntamente com o tratamento correto, existem alguns cuidados que podem ser tomados para dificultar, ou mesmo impedir, o surgimento dos corrimentos vaginais. São eles:

 

o    Usar roupas mais leves, evitando as de pano grosso, tipo as calças jeans e as calças de lycra;

o    Utilizar calcinha de algodão, trocando-a pelo menos três vezes ao dia;

o    Evitar misturar as suas roupas com as de outras pessoas;

o    Evitar a realização de duchas vaginais, pois elas só selecionam os microorganismos patogênicos;

o    Realizar a higiene com água após as evacuações.

 

Lembre-se de que somente o médico está devidamente habilitado para efetuar tratamento correto dos corrimentos vaginais. Procure o seu ginecologista ao primeiro sinal de ardência, odor, coceira ou eliminação de corrimentos de cor esverdeada, amarelada ou em grande quantidade.